De maiô em Genebra
Acabei de voltar de uma semana de férias cheia de natureza. Nadei em lago alpino, caminhei montanha abaixo (peguei teleférico montanha acima), olhei pro horizonte, observei a chuva, tomei sol. Mas foi na cidade, poucas horas antes de tomar o rumo de casa, que tive uma das experiências mais bacanas de toda a estadia.
Em vez de ficar em casa esperando a hora de ir pro aeroporto de Genebra, minha amiga sugeriu um banho de rio. ‘A gente estaciona o carro, coloca tudo na sacola à prova d’água, entra no rio, e a correnteza leva a gente rio abaixo’.
A atividade ‘banho de rio’ me remete à infância, especificamente aos dias que antecediam e sucediam o ano novo com a família, onde celebrávamos na cidadezinha que meu pai nasceu no sul de Santa Catarina. Então, pra mim, tomar banho de rio tem até hoje uma conotação rural. Sair de São Paulo, viajar de carro por 10 horas, ver os primos e tios e tias e avos, e contar com a boa vontade do meu pai pra levar a gente no rio. Natureza não era dia a dia. Só em ocasião especial.
Mas dessa vez o banho de rio foi na cidade. Para uma paulistana, isso é algo sem cabimento. Quando fui morar em Londres e percebi que o rio é de fato útil à cidade, eu fiquei com inveja. Poxa, que bacana, poder usar o Tamisa como via de transporte. Barcos de turismo, barcos da polícia, barcos imensos, barcos de transporte público, pra lá e pra cá. Que troço civilizado!
Já estava bom assim, o rio servindo a cidade de alguma forma.
Mas o Rhône em Genebra é agora minha nova referência. Limpo, agradável e divertido. Todo mundo ali de maiô, enchendo seus SUPs e seus barquinhos infláveis bem na beira de uma avenida movimentada. Ou como a gente, ‘apenas’ nadando mesmo, enquanto a vida de cidade acontece junto. Os carros passam, as pessoas trabalham, outras em suas casas talvez vejam tudo isso pela janela. Não pareceu pra mim que alguém estranhasse essa simbiose que acontece ali. O rio fazendo bem pros moradores que, torço eu, por sua vez, sentem-se mais contentes em fazer bem pra cidade. Que por sua vez cuida do rio.
Romântica sim. A favor do maiô molhado no centro de Genebra também.



eu passei um dia em bern e fiquei na vontade de descer o rio de bóia! ainda to pra voltar la. Eu só acho os rios daqui muito gelados haha
e pensar q sp tem mais de 300 rios embaixo da selva de pedra. uma pena. é algo que desde q moro na europa, me impressiona. a natureza merece seu lugar no meio da cidade, e isso é o melhor de todos os mundos...todo mundo ganha.
saudade helo...bjo
ps: qdo vier de novo pros alpes, estica um pouquinho mais até aqui!
A vida é incrível e viver nos proporciona coisas assim... tomar banho de rio de maneira inusitada!